Vamos tornar-nos mais civilizados?

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Não sei bem o que se passa mas, tanto quanto me parece eu e as pessoas como eu é que deveríamos ser advertidas para os problemas ambientais com que o planeta e tudo o que nele habita se debatem. Nada temos, nada temos a perder.
Paradoxalmente sou eu que ando para aqui a fazer propaganda acerca do que pode ser feito por um planeta em que os que têm algo a perder parecem apostados em dar cabo do que existe para terem ainda mais. Só não percebo o quê!
Quem se interessar carregue no banner acima

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Escândalos, escândalos e mais escândalos!

Foi uma pena a morte de Levi-Strauss, ele que afirmava que a realidade evoluía por escândalos, havia de achar Portugal um país em franco progresso.
Por mim eles são tantos e tão variados que deixaram de o ser para passarem a fazer parte de uma certa rotina incómoda, aquela em que nos vemos obrigados a conviver com qualquer coisa que cheira mal e não podemos deixar de o fazer por falta ambi-pur ou qualquer outro desodorizante do ambiente:
Agora é o STJ a afirmar que não, mas dizer que sim, mas que não se pronuncia sobre o assunto.
Em suma: olho à minha volta e tudo permanece na maior das normalidades: Olho pela janela e continuo a ver os elefantes a voarem, os porcos a andarem de bicicleta e, ao que consta, há já por aí alguns rapazes que são pais de si próprios. Tudo normal, portanto!

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Há vinte anos caiu um muro e anda tudo contente!

Numa manifestação de folclore esperada desde sempre, andam os notáveis e o povoléu todos satisfeitos porque faz agora vinte anos que mandaram um muro abaixo.
Esquecem-se que na Cisjordânia há um enorme a ser construído, em Belfast há outro ou outros, a fronteira dos USA com o México é um muro...
Estão contentes por quê? Porque caiu um muro? Devem ser é palermas!
O de minha casa já teria caído se não fosse escorado e eu todos os dias dou graças às escoras para que ele se mantenha de pé!

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Eu, o País e o café onde tomo a bica

Todos os dias, aqui por Santa Clara, vou ao café da D. L. e do xôr P., comer uma empada de galinha (a que por economia de esforço chamo galinha) e tomar o meu cafezinho. É um local à primeira vista não muito simpático, sombrio, onde podemos apanhar às mesmas horas as mesmas pessoas, mas onde toda a gente sabe o nome de toda a gente e todos sabem o que cada um faz. Tudo pauta pelo sentido de humor, pela boa-disposição e pelo espírito de entreajuda.

As empadas de galinha que como, são feitas por uma senhora de 86 anos que vive muito perto do café, sendo público que a senhora D. ingere muito do vinho que às empadas se destinaria. De tal modo que as empadas um dia são de um tamanho e no dia seguinte já vêm em versão mini, no outro dia não as há porque a senhora está de cama. A qualidade das empadas é inquestionavelmente muito boa, quando as há...

Há tempos, apresentava eu a minha reclamação pela falta de empadas, quando me contaram o que tinha não havia muito tempo acontecido:
A senhora que faz as empadas vivia muito desafogadamente e nunca deixou de fazer comida para fora, mesmo depois de ter vendido o restaurante que fora seu e que já herdara do pai. Nunca se lhe notou o menor sinal exterior de riqueza (o que pode ser considerado até uma forma de fuga ao fisco), bem como não há notícia de que alguém lhe tenha batido à porta a pedir e saísse de lá de mãos a abanar. Não há muito tempo, chegou ao café e pediu para que na calculadora dividissem uma cifra bastante grande por três. Perguntou qual era o quociente daquilo e saca de três cheques e pede à dona do café para colocar aquela cifra nos três cheques e colocar em cada um deles o nome de cada um dos filhos. A dona do café, mulher muito inteligente e muito cautelosa, disse-lhe então que o faria, mas que ela deveria colocar uma cifra mais pequena nos cheques, de forma a ficar com algum dinheiro para si, não se fosse dar o caso de vir a precisar dele. A senhora reiterou a intenção de ser aquele o dinheiro que daria a cada filho e ela lá se arranjaria com o que ganhava e com mais a sua reforma.
Assim foi.
Como vive numa casa alugada, tempos depois, constatou que o custo de vida era uma entidade viva e que crescia constantemente e começou a faltar o dinheiro.
Resultado da reunião no café: o senhorio foi à segurança social pedir o complemento de reforma da senhora, e com o complemento, mais a reforma, a senhora paga a renda, água, luz e telefone. Depois, a venda da comida que faz para fora dá-lhe para as despesas consigo própria que são genuinamente franciscanas e resolveu-se o problema.
Moral da história: Por qualquer atavismo humano os filhos de gente boa, nascem usualmente cabrões (esta é já uma parte da história que não desenvolvi aqui). Mas, ainda assim, a boa vizinhança pode aumentar a níveis fabulosos a qualidade de vida das pessoas. Não se aconselha por isso que alguém de bem vá viver para Belém ou S. Bento!

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Ao cuidado de economistas, gestores e ofícios correlativos


Gostaria de saber se o desenho acima contém um erro de paralaxe ou estou a ver bem

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

OS ATM E o Proxenetismo da Banca cá da zona

Não costumo passar coisas destas, mas depois de de perceber que o proxenetismo da banca portuguesa é endémico
http://PetitionOnline/bancatms/
subscrevam.
Há demasiado tempo que oiço falar nisto para não ser verdade. Estão só a preparar-me o pêlo para depois me darem com a ripa.
Cada vez que meter o cartão multibanco numa ATM, lá se vão uns cêntimos para alimentar os aviões dos banqueiros.
Escolham um gajo de óculos escuros que tenha acabado de chegar da Jamaica e que venha para jogar no Cascalheira que com ele será campeão nacional.

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Isaltino e o não pensar! (Click aqui)

Ele vai resolver os problemas dos Oeirenses a partir de que estabelecimento prisional?

Isaltino volta ao poder!

O rapaz é endiabrado, mas aquela população de Oeiras - a mais licenciada e também a mais licenciosa do País -, não dá tréguas a qualquer possibilidade de moralização da classe política. Parece que todos querem um primo taxista na Suiça e uma sobrinha cabeleireira.
Cerquem aquilo de arame farpado e prendam todos, eleitos e munícipes. Depois vão soltando os que provarem inocência! Que vergonha! Nem em Fegueiras se viu tal coisa. E mesmo em Gondomar, não foi tão escandaloso!

domingo, 11 de Outubro de 2009

Celebra-se hoje o Dia Nacional do Caciquismo!

Como se vem tornando hábito, vai hoje uma parte considerável da população portuguesa pagar alguns favores que deve a alguns honoravoli cá do cantinho. Independentemente de serem ou não indiciados por crimes, vão e votem! Paguem os favores de que são ou se sentem devedores, os almoços que paparam e que "pensaram" ser de borla, quando sabiam que não há almoços de borla, dêem o vosso voto a quem arranjou aquele empregozito ao sobrinho que por lá se mantém, ou votem naquele "bom homem" para que ele não se transforme em mau e vos tire o emprego de que precisam. Rastejem até às urnas, raça de escravos!
Quanto aos candidatos a eleitos, aqui fica a vossa República!
[republicaSecXXI.jpg]

Gravura retirada do BlogdosMarretas.blogspot.com com a devida vénia!

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Berlusconi num braço de uma senhora cega que no outro segura uma balança!

Por cá, a senhora não é cega e a balança tem de voltar a ser calibrada....

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

E se instituíssemos a Comenda da Ordem da Grâ-Cabronagem?

Na sequência do post anterior,
Sem dúvida que um dos primeiros laureados - comendador, portanto - seria Laborinho Lúcio que de tudo faz, todo o tipo de cabronices, para limpar as más figuras do PS

Quando a nudez do poder o faz sentir-se mal (click aqui)

Podem muito bem mandar-se que nem gato a bofe aos sindicalistas da magistratura.
Como foram totalmente desmascarados, vingam-se desta forma primária.

O Partido é já a Pátria e a Pátria o Partido, tal como durante o cavaquismo. E quem se meter com eles, leva!
Não basta ser estúpido, não basta ser estúpido e prepotente, não basta ser estúpido, prepotente e ter má consciência. É preciso ser-se também mau. Sobretudo, ser mau, de má índole.
Só há uma expressão para designar o comportamento desta gente: "FILHOS DA PUTA"